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Iniciando na categoria F3A Imprimir E-mail

A categoria F3A é considerada a Fórmula 1 do aeromodelismo, aeromodelos no topo do avanço tecnológico e aerodinâmico, com novidades que são aplicadas quase sempre em modelos de outras categorias. Voar um modelo da categoria F3A não é apenas voar e sim ter uma concentração e uma dedicação além do normal para sempre buscar a perfeição nas acrobacias executadas.

Foto de um modelo F3A oficial com medidas 2x2m, utilizando estabilizador horizontal atrás do canopi, uma novidade recente nesses modelos.

Essa categoria oficialmente, para vôos de competição possui alguns requisitos básicos que são: dimensão e peso. Basicamente a dimensão de um modelo F3A de competição não deve ultrapassar 2 metros de envergadura por 2 metros de comprimento, levando-se em conta a premissa de que quanto maior o modelo sempre melhor, os modelos ficam exatamente ou muito perto dessas dimensões, porém o peso dos modelos não deve ultrapassar os 5 kilos(kg). É aqui um dos pontos onde o avançao tecnológico contribui para se obter o menor peso possível com a melhor potência.

Este é o Spark da Krill Aircraft com estabilizador em formao de "V" atrás do canopi, outra invenção do piloto para garantir maior etabilidade, item esse que não é fornecido ainda pela fabricante.

Vamos colocar os pés no chão e falar um pouco sobre a categoria de acesso para o F3A oficial de competição. Modelos menores e com características semelhantes dos modelos F3A(2x2m) são uma alternativa para pilotos que gostariam de experimentar e iniciar na categoria. Opções para essa categoria são várias, desde motorização, equipamentos, servos, modelos, linkagem e design.

A frente, dois modelos do italiando Sebastiano Silvestre, um dos exponenciais do voo F3A no mundo. A série Angel é a última dos modelos F3A que ele comercializa e utiliza para as comeptições, como foi a última edição do campeonato mundial, em 2009, onde Silvestre ficou em 4º lugar. Estabilizadores verticais nas asas e as hélices contra-rotativas são dois pontos que chamam a atenção nos seus modelos. Além do design fantástico.

Para exemplificar e tornar mais didatico vamos utilizar um modelo da Aerodynamic, montado pelo aeromodelista Júnior Lago de Curitiba, o Evolution 40.

Este modelo foi desenvolvido a partir de um modelo já existente há mais de 3 anos e durante esse período sofreu algumas mudanças em seu projeto buscando melhor performance em seu voo. Assim como a Fórmula1, modelos da classe F3A sempre têm onde melhorar e onde explorar uma performance mais próxima do perfeito, por isso das modificações em projetos e materiais construtivos, apesar das modificações o kit se mantém a um preço acessível e o interessante dele ser vendido em forma de kit, todo cortado a laser é que oaeromodelista pode personalisar da maneira que assim deseja, como fez o Junior.

Especificações do modelo:

Nome: Evolution 40

Dimensões:140x140cm

Peso final, invernizadol: 2700g

Motorização elétrica: TGY AerodriveXp SK Series 42-50 650Kv

Speed Control: TGY 80amp

Bateria para motor: 5s 18,5V 3700mah

Servos: Futaba S3152

Entelagem: Oracover e vinil imitação de carbono na parte superior da fuselagem

Fabricante: Aerodynamic (www.aerodynamic.com.br)

O kit foi feito especialmente montado por Junior e a fuselagem quase inteiramente em madeira balsa cortada a laser pela própria Aerodynamic. As asas do Evolution40 são em isopor, chapeadas com madeira balsa e não utiliza baioneta pois é uma única peça. O aeromodelista ao montar um kit como esse pode definir a largura e formato das superfícies de comando, podendo deixar mais largas o que possibilita manobras que comandos menores não possibilitam, uma dica para os amamntes do voo 3D a qualquer custo.

O kit do evolution40 foi originalmente concebido para motores glow da classe .46 mas com o passar do tempo os motores elétricos ganharam mercado e evoluiram que esse tipo de motorização ficou mais interessante para modelos dessa classe, a possibilidade de utilizar hélices maiores e com maior passo melhoram a performance em voo. No caso a hélice utilizada é uma 13x08, coisa impossível de fazer com um motor glow .46 que tem seu limite a hélice 11x07 ou 12x04. Motores de quatro tempos se assemelham mais aos motores elétricos quanto ao torque e podem utilizar hélices maiores, mas nada como um bom motor elétrico.

Falando no sistema de comandos dos modelos F3A, esses modelos possuem um voo muito preciso por si só, mas alguns cuidados na hora de montar os servos e a linkagem devem ser levados em conta, como: folgas nos comandos, tentar retirar qualquer folga gerada por uma linkagem mal instalada ou de qualidade ruim; braços de servos muito grandes e horn de comando muito pequenos, essa proporção errada faz com que a precisão do movimento se perca, o ideal é que o tamanho do braço de servo seja o mesmo do horn do comando, assim a quantidade mexida pelo stick do rádio controle é sempre a mesma durante todo o percurso do comando. Essa dica é tão boa e relevante para modelos F3A quanto para qualquer modelo.

Não esquecendo que uma boa regulagem de motor, acerto do setup do rádio controle que inclui principalmente dual-hate e exponenciais, fazem que o modelo esteja pronto para um bom voo de precisão e um bom treino, dessa maneira podemos sentir como é voar um belo modelo e se apaixonar pela categoria que exige muita dedicação. Lembro também que essa categoria de acesso por ser mais econômica é a porta de entrada para categorias como o IMAC que está sendo popularizada no Brasil.

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